
É samba! É Dorina, “é ter pé no chão no quintal”, “cadência e compasso com peito macio que nem acaçá”. Os trechos da composição Cura de Vó, de Manu da Cuíca e Ana Costa, ressoam com a trajetória de Dorina, celebrando 30 anos de carreira com o novo álbum "É Samba!. Se o samba é muitas coisas, é verdade que representou a cura para Dorina após nove anos sem gravar um disco. Sua voz encontra a poesia de grandes compositoras e compositores do gênero, e ouvir Dorina é sentar pertinho do samba, dos ventos ancestrais, dos sentimentos que sua voz convida a experimentar. “Voltar, compor, sorrir, cantar”, segundo Caso Encerrado, de Luciano Bom Cabelo, Binho Sá e Júnior Dom, representa a superação de um caso de amor. Talvez o amor pelo samba seja o que se vê, a resiliência das águas e a força na batalha, com a beleza que Oxum empresta. Belo é o centro do coração — de Moacyr Luz, Aldir Blanc e Vitor Martins —, como o Rio suburbano de Dorina, que passeia pelo centro da cidade e viaja até a Bahia, entre um sabor e outro, ou um saber e outro. Além de intérprete, Dorina é uma ativista do subúrbio, do samba, dos seus significados e simbolismos, da independência feminina e artística, da pele preta, e isso se reflete em sua biografia e na escolha de composições como Copa Camelô, É Vida que Segue (Por que Não?) e Força do Samba, que “penou para chegar até aqui”, composição inédita assinada por Luiz Antonio Simas e Suriel. E se “o mundo mais lindo só tem em pedra pequenina”, como diz a canção Tempo Velho, de Douglas Germano, Dorina pavimenta seu caminho com a colaboração de valiosos artistas que fazem esse disco possível, bem como uma obra honesta e feliz. — Jessé Castilho, educador, escritor e pesquisador.
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Data: 13/03 – Sexta-feira
Horário: 19h
Espaço: Sala Paulo Moura
Ingresso: R$ 60,00 (inteira) / R$ 30,00 (meia)
Classificação: AL
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